Poluição no rio Maior/Vala Real da Azambuja – Entre a Ponte de Asseca e a Ponte do Celeiro

O ACTUAL PONTO CRÍTICO SITUA-SE NA VALA DO PESO, DEVIDO AOS MATERIAIS POLUENTES VINDOS DA ZONA DA ETAR DE SANTARÉM.
Acompanhando a situação do rio Maior/vala de Azambuja, afluente do Tejo, cuja poluição se mantém há dezenas de anos, sobretudo nos períodos de Verão/Outono, o Movimento Ar Puro-Rio Maior, a Associação Eco-Cartaxo e o Movimento Ecologista do Vale de Santarém observaram de novo o estado do rio no passado sábado, dia 19 de Julho, entre a Ponte de Asseca e a Ponte do Celeiro, constatando o seguinte:
1.Na Ponte de Asseca, a água vinda pela vala do Peso, oriunda da zona da ETAR de Santarém, está negra e cheira bastante mal.
2.Das suinicultoras entre a Ponte de Asseca e a Ponte do Celeiro não se registaram, nesta observação, saídas directas para o rio, como já aconteceu diversas vezes, deixando peixes mortos.
3.A água do rio tinha aspecto razoável, embora barrenta, dado ter chovido muito na noite e até na madrugada do próprio dia da observação.
4.Por enquanto não são visíveis as consequências atribuídas normalmente ao funcionamento da fábrica de tratamento de tomate de São João da Ribeira, que todos os anos torna negras e malcheirosas as águas do rio.
5.Uma vala que, da zona de Santarém, se dirige para o rio Maior e que, há algum tempo, canalizava grande quantidade de material poluente para o rio, parece não estar agora a ser utilizada – situação a confirmar em próxima observação.
6.Existem imensos salgueiros caídos sobre o leito do rio, alguns de maior porte, formando em certos pontos, com outros detritos, autênticos diques à passagem das águas.
7.Os cômoros do rio estão intransitáveis nalguns pontos, devido a enormes silvados e muitos salgueiros. Talvez por isso tenha havido corte recente de salgueiros de maior porte, mas só em alguns locais.
Concluindo, mantém-se a situação mais grave detectada, que é na zona da Ponte de Asseca, esperando-se que, quanto ao restante, não haja agravamento, ou seja, que as suinicultoras e a fábrica não enviem materiais não tratados para o rio.
Os três Movimentos Ecologistas continuarão a fazer observações regulares ao longo do leito do rio. Entretanto, solicitamos informação sobre ocorrências do tipo das que aqui se referem, como contributo cívico para o objectivo assumido: rio Maior/vala de Azambuja livre de poluição!

Eco-Cartaxo – Movimento Alternativo e Ecologista
Movimento Ecologista Ar Puro – Rio Maior
Movimento Ecologista do Vale de Santarém

 

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