No dia 18 de Julho de 2009, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, realizou-se a reunião de preparação do lançamento dum movimento em defesa do rio Tejo. Assinale-se a presença de cerca de duas dezenas de associações, entre as quais a Eco-Cartaxo, de carácter ecologista, desportivo, social e de desenvolvimento e de apenas dois municípios: o de Vila Nova da Barquinha, como é evidente, representado pelo presidente do executivo e o de Santarém. Entre os participantes registe-se a presença de duas associações espanholas que integram a “rede de cidadania em defesa do Tejo e seus afluentes”, constituída em Abril de 2007.
Do manifesto deste movimento citam-se as frases finais:
“O nosso objectivo é que o rio Tejo volte para os cidadãos e seja recuperado do rapto a que o submeteram muitos anos de negligência, apatia e ganância. O rio Tejo e os seus irmãos merecem que nós, os cidadãos de Espanha e de Portugal, quer vivamos ou não perto deles, mas que o amamos e sabemos o que significam, lhes devolvamos o lugar e o respeito que merecem”.
É exactamente disso que se trata. É isso que pretende o movimento iniciado, agora, do lado português unindo esforços ao que se faz do lado espanhol. Em Talavera de la Reina, 40.000 cidadãos espanhóis e alguns portugueses, ainda muito poucos, manifestaram-se em defesa do Tejo de todos nós. Mas é necessário que este movimento cresça!
Toda a bacia hidrográfica do Tejo constitui um enorme território, maior do que muitos países, cujos habitantes o Tejo e seus afluentes unem num laço de identidade e de utilizarão indiscutíveis. Nesses rios corre a água que é o sangue de toda essa região.
Mas o Tejo está doente. Da água que lhe roubam, das diversas e graves poluições que o afectam provenientes dos centros urbanos, da agricultura química, da indústria negligente e, talvez, das centrais nucleares.
O Tejo está gravemente doente, também por falta de chuva porque as florestas que o alimentavam desapareceram.
O Tejo merecia mais respeito e cuidado extremo. Porque todos nós dependemos dele.